“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” (Romanos 8:1)
“Bem aventurados aqueles que lavam suas vestiduras no sangue do cordeiro, para que tenham direito à Árvore da Vida e possam entrar na Cidade Santa pelas portas.” (Apocalipse 22:14)
As pessoas sem Jesus parecem vivas porém estão mortas e, por isso quem anda por caminhos tortuosos é convidado a andar direito! Todo pecador é devedor. E todo pecador, se desejar, pode ser salvo graciosamente, sem merecer; basta se arrepender verdadeiramente e confessar ao Senhor. O arrependimento verdadeiro traz a presença de Deus que limpa e purifica nossos corações e nele estabelece pureza e poder de Deus.
Pregamos o arrependimento, não para atacar pessoas e discriminar vidas, mas porque todos precisamos da graça de Jesus, porque todos somos pecadores e todos carecemos de arrependimento em alguma área de nossas vidas. O arrependimento produz uma vida de testemunho santo, nos promove um coração de servo.
Pregamos o arrependimento que, segundo Deus, vem pela tristeza e pelo quebrantamento. Quem vive magoado, ressentido, ofendido com seus parentes, amigos, irmãos e até com os líderes da igreja e com seu pastor, é chamado a perdoar e buscar a reconciliação, pois se não perdoardes aos homens as suas ofensas também o vosso Pai Celestial não vos perdoará. Jesus pagou a minha e a sua dívida com a própria vida!
A dor promove arrependimento! O sofrimento pode ser o caminho através do qual chegamos às nossas verdades. A tribulação deve produzir esperança em nossos corações. Ao nos arrependermos podemos oferecer nossas lágrimas como a mais legítima das orações e o nosso pranto como o mais sublime tributo ao amor que Deus revelou a nós.
Deus é suficiente para nos outorgar perdão, redimir palavras e gestos, recolher essas palavras e gestos que jamais deveriam ter ganho concretização, e dar destino ao que ficou por dizer e fazer. Deus é bom e sabe amar, é capaz de enxugar nossas lágrimas e dar sentido e significado ao nosso sofrimento.
A estrada pela qual chegamos à maturidade cristã passa, necessariamente, pela escuridão e pela solidão. Passa pela escuridão, porque sofrer implica perder as referências, desdenhar das explicações, questionar os clichês e aventurar perguntas. Passa pela escuridão que é o momento quando não caminhamos porque vemos, mas porque intuímos, recordamos e temos fé. Intuímos o rumo certo pelo muito que já caminhamos, recordamos as experiências aprendidas em momentos semelhantes no passado e andamos pela fé, que supera as trevas, renuncia as explicações e transcende as certezas.
A solidão é imprescindível na trilha do sofrimento. A dor pode ser compartilhada, mas jamais transferida. Pode ser percebida, mas não capturada. Pode até ser escondida, mas nunca suprimida. Quem sofre, sofre sempre em solidão, porque todo sofrimento pessoal, em sua dimensão mais profunda é intransferível. O sofrimento tem sua realidade particular e não pode ser diferente. Cada um sofre por uma razão, é vitimado em áreas distintas, por motivos diversos e com respostas mais variadas.
O sofrimento desperta para o ético e o estético. Convoca virtudes adormecidas para que subam ao palco. Coragem, perseverança, paciência, honradez, respeito à vida. Possibilita o lapidar do caráter, o aparar das arestas, o harmonizar das formas, faz irromper a beleza escondida na frieza do coração.
O sofrimento quebranta orgulhosos, vaidosos e prepotentes, faz desmoronar intransigentes, legalistas e moralistas. Quem sofre descobre seus limites e identifica verdadeiras amizades, vislumbra novos horizontes, promove nova visão de seus valores.
O sofrimento cria caminhos para arrependimentos e confissões, subverte juízos e sentenças, possibilita aproximações e reconciliações. Faz com que os olhos procurem os céus. Dilata a alma para o mistério, conclama o espírito para inefável, inspira poesias e canções, faz surgir nos lábios o perfeito louvor.
Quem sofre aprende a perdoar e a pedir perdão. Ganha a oportunidade de colocar o rosto no chão em clamor e oração. O sofrimento diminui o poder da morte, dissolve a crueldade da indiferença, envergonha a pequenez da alma, pois Deus é suficiente para assumir a posição de réu sob nossas dívidas.
Deus é Santo, além de completamente bom, ele é separado do pecado. Por isso, é impossível ao ser humano pecador ter comunhão com Ele. Deus, além de criador, é o Dono de todas as almas. Ele diz que cada pessoa lhe responderá diretamente pelo seu pecado, e este Deus, Santo e Perfeito, deixa claro que o pecado tem um preço: a Morte!
Mas Deus, que também é amor, não deseja a morte do pecador.
A salvação é um bem que se recebe já nesta vida, não havendo necessidade de se esperar o Juízo Final para saber se será salvo. Nunca haverá outro meio de salvação, que não seja pelo sangue de Jesus. Por ter se sacrificado pelos pecadores e ressuscitado, Seu Nome é o mais respeitado na Terra e o mais adorado no céu. Ao seu Nome todas as coisas, visíveis e invisíveis, se sujeitam. Por isso, o sacrifício do Senhor Jesus é perfeito!
Esse era o Plano de Deus, por isso Ele desceu a Terra para fazer a vontade do Pai e consumar o único sacrifício que seria capaz de aniquilar para sempre o pecado humano e a Morte. Aquele que é de cima desceu a Terra, ofereceu-se no lugar dos pecadores, morreu pelas nossas transgressões, ressuscitou dos mortos e subiu novamente ao Céu, está a direita de Deus, de onde, como Advogado junto ao Pai, intercede por nós.
A fé não tem a ver com certezas, mas com confiança. Confiança em Deus, em seu caráter justo e bom!!!
Para refletirmos...
Nos vemos sempre por aqui!
Grandes Beijos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário